VIVEMOS NUM MUNDO DE CONSTANTES MUDANÇAS, PARTICULARMENTE NO CAMPO DA EDUCAÇÃO. A "NOVIDADE" TENDE A SER VISTA COMO UM ELEMENTO INTRINSECAMENTE POSITIVO. SURGEM MÉTODOS, TÉCNICAS, REFORMAS, TECNOLOGIAS. É PRECISO ESTARMOS AVISADOS SOBRE AS “NOVIDADES”. A HISTÓRIA É UM DOS MEIOS MAIS EFICAZES PARA CULTIVAR UM SAUDÁVEL CETICISMO, QUE EVITA A “AGITAÇÃO” E PROMOVE A CONSCIÊNCIA CRÍTICA.VAMOS CONHECER UM POUCO DA HISTÓRIA GERAL DA EDUCAÇÃO DESDE OS SEUS PRIMÓRDIOS.
domingo, 7 de julho de 2013
COMUNIDADES TRIBAIS: A EDUCAÇÃO DIFUSA
Segundo uma explicação literal e, portanto, simplificada, costuma-se caracterizar a vida tribal, marcada pela tradição oral dos mitos e ritos, como pré-história, por ter ocorrido "antes da história", quando os povos ainda não tinham escrita e, por conseguinte, não registravam os acontecimentos.
A pré-história constitui um período extremamente longo, em que instrumentos utilizados para a sobrevivência humana se transformaram muito lentamente. É bom lembrar que as mudanças não ocorreram de forma igual em todos os lugares. Também não há uniformidade no tempo, uma vez que o modo de vida das tribos nos primórdios não desapareceu de todo, tanto que ainda há tribos que vivem dessa maneira na Austrália, na África e no interior do Brasil.
A Idade da Pedra Lascada (Paleolítico) e a Idade da Pedra Polida (Neolítico) representam momentos diversos, em que as tribos passam de hábitos de nomadismo - sustentado pela simples coleta de alimentos - para a fixação aos solo, com o desenvolvimento de técnicas de agricultura e de pastoreio.
A terra pertence a todos, e o trabalho e seus produtos são coletivos, o que define um regime de propriedade coletiva dos meios de produção. Em decorrência, a sociedade é homogênea, una, indivisível.
Com o tempo a metalurgia, a utilização da energia animal e dos ventos, a invenção da roda e dos barcos a vela ampliam a produção e estimulam a diversificação dos ofícios especializados dos camponeses, artesãos, mercadores e soldados, tornando as comunidades cada vez mais complexas.
Com o tempo a metalurgia, a utilização da energia animal e dos ventos, a invenção da roda e dos barcos a vela ampliam a produção e estimulam a diversificação dos ofícios especializados dos camponeses, artesãos, mercadores e soldados, tornando as comunidades cada vez mais complexas.
domingo, 6 de maio de 2012
A PEDAGOGIA NO SÉCULO XIX
Pestalozzi - 1746-1827
Johann Heinrich Pestalozzi, suíço-alemão nascido em Zurique, atraiu a atenção do mundo como mestre, diretor e fundador de escolas. Suas obras principais são Leonardo e Gertrudes (1781), e Gertrudes instrui seus filhos (1801). Embora suas atividades tenham se iniciado no século XVIII, elas amadureceram no começo do século XIX, por isso suas teorias são abordadas junto com outras do século XIX.
Estudioso de Rousseau, Pestalozzi sempre se interessou pela educação elementar, sobretudo das crianças pobres. Em 1774, fundou uma escola que recolhia órfãos, mendigos e pequenos ladrões. Com avançada concepção, que aliava a formação geral e profissional, tentou reeducá-los recorrendo a trabalhos de fiação e tecelagem. A experiência durou apenas cinco anos, por que o jovem educador não conseguiu mantê-la financeiramente.
Em 1799, em um castelo perto de Berna, fundou um internato, depois transferido para Yverdon, ode funcionou de 1805 a 1825. De toda parte estudiosos e autoridades vinham conhecer o seu trabalho.
Pestalozzi é considerado um dos defensores da escola popular extensiva a todos. Reconhecia firmemente a função social do ensino, que não se acha restrito à formação do gentil-homem. Além disso. ao povo não se destina apenas a simples instrução, mas sim a formação completa, pela qual cada um é levado à plenitude do seu viver.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
KANT E A PEDAGOGIA REALISTA
O alemão Immanuel Kant (1724-1804) construiu um dos mais importantes sistemas filosóficos no século XVIII, de marcante influência na história do pensamento. A obra Sobre Pedagogia resultou de anotações das aulas ministradas em alguns períodos na Universidade de Konigsberg. Mas a importância atribuída por Kant à educação encontra-se fundamentada nas obras mais clássicas, Crítica da razão pura, na qual desenvolve a crítica do conhecimento, e a crítica da razão prática, em que analisa a moralidade. Elaborou uma teoria que investiga o valor dos nossos conhecimentos a partir da crítica das possibilidades e limites da razão.
Condena os empiristas, segundo os quais tudo o que conhecemos vem dos sentidos, e não concorda com os racionalistas, para os quais tudo o que pensamos vem de nós.
Para kant, "o nosso conhecimento experimental é um composto do que recebemos por impressão e do que a nossa própria faculdade de conhecer de si mesma tira por ocasião de tais impressões". Ou seja, o conhecimento humano é a síntese dos conteúdos particulares dados pela experiência e da estrutura universal da razão (a mesma para todos os indivíduos)
domingo, 8 de abril de 2012
JEAN JACQUES ROUSSEAU - SÉCULO XVIII
O filósofo Jean-Jacques nasceu em Genebra, na Suíça, abandonou sua terra natal aos 16 anos. Levou uma vida conturbada andando por diversos lugares, ora por espírito de aventura, ora devido a perseguições religiosas. Em Paris, onde passou a residir, conviveu com os enciclopedistas, tornando-se muito amigo de Diderot.
Dentre suas principais obras destacam-se: Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Contrato Social, ambos sobre política, e Emílio ou da educação (1762).
Rousseau produziu uma teoria da educação que não ficou restrita apenas ao século XVIII: seu pensamento constituiu um marco na pedagogia contemporânea.
Tal como Locke, Rousseau criticou o absolutismo e elaborou os fundamentos da doutrina liberal. Seu pensamento pedagógico não se separa de sua concepção política, que é mais democrática do que a teoria da maior parte dos pensadores do século XVIII. Para ele, o indivíduo em estado de natureza é bom, mas se corrompe na sociedade, que destrói sua liberdade. "O homem nasce livre e, por toda parte encontra-se a ferros". Considera então a possibilidade de um contrato social verdadeiro e legítimo, que reúna o povo numa só vontade, resultante do consentimento de todas as pessoas.
Até então, os fins da educação encontravam-se na formação do indivíduo para Deus ou para a vida em sociedade, mas Rousseau quer que o ser humano integral seja educado para si mesmo: "Viver é o que desejo ensinar-lhe. Quado sair das minhas mãos, ele não será magistrado, soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem".
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