segunda-feira, 30 de abril de 2012

KANT E A PEDAGOGIA REALISTA


   O alemão Immanuel Kant (1724-1804) construiu um dos mais importantes sistemas filosóficos no século XVIII, de marcante influência na história do pensamento. A obra Sobre Pedagogia resultou de anotações das aulas ministradas em alguns períodos na Universidade de Konigsberg. Mas a importância atribuída por Kant à educação encontra-se fundamentada nas obras mais clássicas, Crítica da razão pura, na qual desenvolve a crítica do conhecimento, e a crítica da razão prática, em que analisa a moralidade. Elaborou uma teoria que investiga o valor dos nossos conhecimentos a partir da crítica das possibilidades e limites da razão.
   Condena os empiristas, segundo os quais tudo o que conhecemos vem dos sentidos, e não concorda com os racionalistas, para os quais tudo o que pensamos vem de nós.
   Para kant, "o nosso conhecimento  experimental é um composto do que recebemos por impressão e do que a nossa própria faculdade de conhecer de si mesma tira por ocasião de tais impressões". Ou seja, o conhecimento humano é a síntese dos conteúdos particulares dados pela experiência e da estrutura universal da razão (a mesma para todos os indivíduos) 
   

domingo, 8 de abril de 2012

JEAN-JACQUES ROUSSEAU - SEU LEGADO PARA A EDUCAÇÃO

JEAN JACQUES ROUSSEAU - SÉCULO XVIII

   O filósofo Jean-Jacques nasceu em Genebra, na Suíça, abandonou sua terra natal aos 16 anos. Levou uma vida conturbada andando por diversos lugares, ora por espírito de aventura, ora devido a perseguições religiosas. Em Paris, onde passou a residir, conviveu com os enciclopedistas, tornando-se muito amigo de Diderot.
   Dentre suas principais obras destacam-se: Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Contrato Social, ambos sobre política, e Emílio ou da educação (1762).
   Rousseau produziu  uma teoria da educação que não ficou restrita apenas ao século XVIII: seu pensamento constituiu um marco na pedagogia contemporânea.
   Tal como Locke, Rousseau criticou o absolutismo e elaborou os fundamentos da doutrina liberal. Seu pensamento pedagógico não se separa de sua concepção política, que é mais democrática do que a teoria da maior parte dos pensadores do século XVIII. Para ele, o indivíduo em estado de natureza é bom, mas se corrompe na sociedade, que destrói sua liberdade. "O homem nasce livre e, por toda parte encontra-se a ferros". Considera então a possibilidade de um contrato social verdadeiro e legítimo, que reúna o povo numa só vontade, resultante do consentimento  de todas as pessoas.
   Até então, os fins da educação encontravam-se na formação do indivíduo para Deus ou para a vida em sociedade, mas Rousseau quer que o ser humano integral seja educado para si mesmo: "Viver é o que desejo ensinar-lhe. Quado sair das minhas mãos, ele não será magistrado, soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem".

quarta-feira, 28 de março de 2012

JOHN LOCKE: A FORMAÇÃO DO GENTIL - HOMEM

John Locke - Viveu no século XVII
Seu pensamento exerceu grande influência nos séculos seguintes por causa das concepções sobre o liberalismo e a teoria empirista  do conhecimento. Merce destaque sua pedagogia expressa em Pensamentos sobre educação.
Ao criticar o racionalismo de Descartes, Locke desenvolve uma concepção da mente infantil e da educação, enfatizando o papel do mestre ao proporcionar experiências fecundas para uxiliar no uso correto da razão.
  1. Locke lamenta a ênfase no latim e o descaso com a língua vernácula e o cálculo;
  2. Sua pedagogia realista recusa a retórica e os excessos de lógica, ressaltando o estudo de história, geografia, geometria e ciências naturais;
  3. Valoriza a educação física e, como médico e de saúde frágil, dá inúmeros conselhos para o fortalecimento do corpo, aumento da resistência  e do autodomínio;
  4. Os jogos constituem excelentes auxiliares na educação, como exercício físico, desafio de possibilidade de superação dos próprios limites;
  5. Como representante da cultura burguesa, valoriza o estudo de contabilidade e escrituração comercial,numa preparação ais ampla para a vida prática;
  6. recomenda a prendizagem de algum ofício, como jardinagem ou carpintaria, sem que isso signifique valorizar o trabalho manual como tal, mas como necessidade de desenvolver uma atividade qualquer, segundo a perspectiva  da escola ativa;
  7. Os fins da educação concentram-se no caráter, muito mais importante que a formaçao intelectual, embora esta não devesse absolutamente ser descuidada;
  8. Ao contrário de Comênio, Locke não defende a universalização da educação. Para ele, a formaçao dos que irão governar e a daqueles que serão governados deviam ser diferentes configurando-se assim o caráter elitista  da sua pedagogia. 


FÉNELON: A EDUCAÇÃO FEMININA

Fénelon (1651-1715)
Viveu na corte francesa e observou com atenção a superficialidade e frivolidade  das mulheres, geralmente muito dadas a mexericos  e ações tolas. A maioria era semialfabeta, e algumas, precariamente  instruídas, tinham a intolerável afetação que resulta da cultura mal digerida. Para Fénelon, esses defeitos advinham da falsa educação, daí seu empenho em estabelecer  novas diretrizes  na educação da mulher:
  1. recomenda uma educação alegre, com base mais no prazer do que no esforço, para que as moças adquirissem  instrução geral: gramática, poesia, história e leitura selecionada de obras clássicas  e religiosas;
  2. A formação intelectual da mulher no entanto, não era absolutamente prioritária, por isso alguns cuidados precisavam ser tomados. Só as moças  de tendências excepcionais  seriam encorajadas  a continuar os estudos, enquanto às demais reservava-se a educação religiosa  e moral, que enriquecia a vida doméstica  de mães e esposas.

COMÊNIO: "ENSINAR TUDO A TODOS"

João Amós  Comênio ( 1592-1670.
É considerado o maior pedagogo  do século XVII, conhecido com justiça  como o Pai da Didática Moderna, produziu uma obra fecunda e sistemática , cujo principal livro é Didática Magna.
Nessa obra, Comênio  trata de Como se deve ensinar  e aprender com segurança, para que seja impossível não obter bons resultados e Bases para rapidez do ensino, com autonomia de tempo e fadiga.
  1. Comênio pretendia tornar a aprendizagem eficaz e atraente mediante cuidadosa organização de tarefas;
  2. O ponto de partida da aprendizagem é sempre o conhecido, indo do simples para o complexo, do concreto para o abstrato;
  3. O ensino deve ser feito pela ação e estar voltado para a ação;
  4. Deve-se ensinar tudo a todos, para atingie o ideal da pansofia ( do grego pan, "tudo", e sophia, "sabedoria", ou seja, a sabedoria universal;
  5. Aspirava o ensino democrático, ao qual todos teriam acesso, homens ou mulheres, ricos ou pobres, inteligentes ou inepto.