domingo, 7 de julho de 2013

ANTIGUIDADE GREGA - A PAIDÉIA
























ZEUS ESTÁ ENTRE NÓS




















COMUNIDADES TRIBAIS: A EDUCAÇÃO DIFUSA


Segundo uma explicação literal e, portanto, simplificada, costuma-se caracterizar a vida tribal, marcada pela tradição oral dos mitos e ritos, como pré-história, por ter ocorrido "antes da história", quando os povos ainda não tinham escrita e, por conseguinte, não registravam os acontecimentos.
   A pré-história constitui um período extremamente longo, em que instrumentos utilizados para a sobrevivência humana se transformaram muito lentamente. É bom lembrar que as mudanças não ocorreram de forma igual em todos os lugares. Também não há uniformidade no tempo, uma vez que o modo de vida das tribos nos primórdios não desapareceu de todo, tanto que ainda há tribos que vivem dessa maneira na Austrália, na África e no interior do Brasil.
      A Idade da Pedra Lascada (Paleolítico) e a Idade da Pedra Polida (Neolítico) representam  momentos diversos, em que as tribos passam de hábitos de nomadismo - sustentado pela simples coleta de alimentos - para a fixação aos solo, com o desenvolvimento de técnicas de agricultura e de pastoreio.
    A terra pertence a todos, e o trabalho e seus produtos são coletivos, o que define um regime de propriedade coletiva dos meios de produção. Em decorrência, a sociedade é homogênea, una, indivisível.
       Com o tempo a metalurgia, a utilização da energia animal e dos ventos, a invenção da roda e dos barcos a vela ampliam a produção e estimulam a diversificação dos ofícios especializados dos camponeses, artesãos, mercadores e soldados, tornando as comunidades cada vez mais complexas.
            

domingo, 6 de maio de 2012


A PEDAGOGIA NO SÉCULO XIX


Pestalozzi - 1746-1827

Johann Heinrich Pestalozzi, suíço-alemão nascido em Zurique, atraiu a atenção do mundo como mestre, diretor e fundador de escolas. Suas obras principais são Leonardo e Gertrudes (1781), e Gertrudes instrui seus filhos (1801). Embora suas atividades tenham se iniciado no século XVIII, elas amadureceram no começo do século XIX, por isso suas teorias são abordadas junto com outras do século XIX.

Estudioso de Rousseau, Pestalozzi sempre se interessou  pela educação elementar, sobretudo das crianças pobres. Em 1774, fundou uma escola que recolhia órfãos, mendigos e pequenos ladrões. Com avançada concepção, que aliava a formação geral e profissional, tentou reeducá-los recorrendo a trabalhos de fiação e tecelagem. A experiência durou apenas cinco anos, por que o jovem educador não conseguiu  mantê-la financeiramente.
   Em 1799, em um castelo perto de Berna, fundou um internato, depois transferido para Yverdon, ode funcionou de 1805 a 1825. De toda parte estudiosos e autoridades vinham conhecer o seu trabalho.
   Pestalozzi é considerado um dos defensores da escola popular extensiva a todos. Reconhecia firmemente  a função social  do ensino, que não se acha restrito à formação do gentil-homem. Além disso. ao povo não se destina apenas a simples instrução, mas sim a formação completa, pela qual cada um é levado à plenitude do seu viver.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

KANT E A PEDAGOGIA REALISTA


   O alemão Immanuel Kant (1724-1804) construiu um dos mais importantes sistemas filosóficos no século XVIII, de marcante influência na história do pensamento. A obra Sobre Pedagogia resultou de anotações das aulas ministradas em alguns períodos na Universidade de Konigsberg. Mas a importância atribuída por Kant à educação encontra-se fundamentada nas obras mais clássicas, Crítica da razão pura, na qual desenvolve a crítica do conhecimento, e a crítica da razão prática, em que analisa a moralidade. Elaborou uma teoria que investiga o valor dos nossos conhecimentos a partir da crítica das possibilidades e limites da razão.
   Condena os empiristas, segundo os quais tudo o que conhecemos vem dos sentidos, e não concorda com os racionalistas, para os quais tudo o que pensamos vem de nós.
   Para kant, "o nosso conhecimento  experimental é um composto do que recebemos por impressão e do que a nossa própria faculdade de conhecer de si mesma tira por ocasião de tais impressões". Ou seja, o conhecimento humano é a síntese dos conteúdos particulares dados pela experiência e da estrutura universal da razão (a mesma para todos os indivíduos)