domingo, 6 de maio de 2012


A PEDAGOGIA NO SÉCULO XIX


Pestalozzi - 1746-1827

Johann Heinrich Pestalozzi, suíço-alemão nascido em Zurique, atraiu a atenção do mundo como mestre, diretor e fundador de escolas. Suas obras principais são Leonardo e Gertrudes (1781), e Gertrudes instrui seus filhos (1801). Embora suas atividades tenham se iniciado no século XVIII, elas amadureceram no começo do século XIX, por isso suas teorias são abordadas junto com outras do século XIX.

Estudioso de Rousseau, Pestalozzi sempre se interessou  pela educação elementar, sobretudo das crianças pobres. Em 1774, fundou uma escola que recolhia órfãos, mendigos e pequenos ladrões. Com avançada concepção, que aliava a formação geral e profissional, tentou reeducá-los recorrendo a trabalhos de fiação e tecelagem. A experiência durou apenas cinco anos, por que o jovem educador não conseguiu  mantê-la financeiramente.
   Em 1799, em um castelo perto de Berna, fundou um internato, depois transferido para Yverdon, ode funcionou de 1805 a 1825. De toda parte estudiosos e autoridades vinham conhecer o seu trabalho.
   Pestalozzi é considerado um dos defensores da escola popular extensiva a todos. Reconhecia firmemente  a função social  do ensino, que não se acha restrito à formação do gentil-homem. Além disso. ao povo não se destina apenas a simples instrução, mas sim a formação completa, pela qual cada um é levado à plenitude do seu viver.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

KANT E A PEDAGOGIA REALISTA


   O alemão Immanuel Kant (1724-1804) construiu um dos mais importantes sistemas filosóficos no século XVIII, de marcante influência na história do pensamento. A obra Sobre Pedagogia resultou de anotações das aulas ministradas em alguns períodos na Universidade de Konigsberg. Mas a importância atribuída por Kant à educação encontra-se fundamentada nas obras mais clássicas, Crítica da razão pura, na qual desenvolve a crítica do conhecimento, e a crítica da razão prática, em que analisa a moralidade. Elaborou uma teoria que investiga o valor dos nossos conhecimentos a partir da crítica das possibilidades e limites da razão.
   Condena os empiristas, segundo os quais tudo o que conhecemos vem dos sentidos, e não concorda com os racionalistas, para os quais tudo o que pensamos vem de nós.
   Para kant, "o nosso conhecimento  experimental é um composto do que recebemos por impressão e do que a nossa própria faculdade de conhecer de si mesma tira por ocasião de tais impressões". Ou seja, o conhecimento humano é a síntese dos conteúdos particulares dados pela experiência e da estrutura universal da razão (a mesma para todos os indivíduos) 
   

domingo, 8 de abril de 2012

JEAN-JACQUES ROUSSEAU - SEU LEGADO PARA A EDUCAÇÃO

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JEAN JACQUES ROUSSEAU - SÉCULO XVIII

   O filósofo Jean-Jacques nasceu em Genebra, na Suíça, abandonou sua terra natal aos 16 anos. Levou uma vida conturbada andando por diversos lugares, ora por espírito de aventura, ora devido a perseguições religiosas. Em Paris, onde passou a residir, conviveu com os enciclopedistas, tornando-se muito amigo de Diderot.
   Dentre suas principais obras destacam-se: Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Contrato Social, ambos sobre política, e Emílio ou da educação (1762).
   Rousseau produziu  uma teoria da educação que não ficou restrita apenas ao século XVIII: seu pensamento constituiu um marco na pedagogia contemporânea.
   Tal como Locke, Rousseau criticou o absolutismo e elaborou os fundamentos da doutrina liberal. Seu pensamento pedagógico não se separa de sua concepção política, que é mais democrática do que a teoria da maior parte dos pensadores do século XVIII. Para ele, o indivíduo em estado de natureza é bom, mas se corrompe na sociedade, que destrói sua liberdade. "O homem nasce livre e, por toda parte encontra-se a ferros". Considera então a possibilidade de um contrato social verdadeiro e legítimo, que reúna o povo numa só vontade, resultante do consentimento  de todas as pessoas.
   Até então, os fins da educação encontravam-se na formação do indivíduo para Deus ou para a vida em sociedade, mas Rousseau quer que o ser humano integral seja educado para si mesmo: "Viver é o que desejo ensinar-lhe. Quado sair das minhas mãos, ele não será magistrado, soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem".

quarta-feira, 28 de março de 2012

JOHN LOCKE: A FORMAÇÃO DO GENTIL - HOMEM

John Locke - Viveu no século XVII
Seu pensamento exerceu grande influência nos séculos seguintes por causa das concepções sobre o liberalismo e a teoria empirista  do conhecimento. Merce destaque sua pedagogia expressa em Pensamentos sobre educação.
Ao criticar o racionalismo de Descartes, Locke desenvolve uma concepção da mente infantil e da educação, enfatizando o papel do mestre ao proporcionar experiências fecundas para uxiliar no uso correto da razão.
  1. Locke lamenta a ênfase no latim e o descaso com a língua vernácula e o cálculo;
  2. Sua pedagogia realista recusa a retórica e os excessos de lógica, ressaltando o estudo de história, geografia, geometria e ciências naturais;
  3. Valoriza a educação física e, como médico e de saúde frágil, dá inúmeros conselhos para o fortalecimento do corpo, aumento da resistência  e do autodomínio;
  4. Os jogos constituem excelentes auxiliares na educação, como exercício físico, desafio de possibilidade de superação dos próprios limites;
  5. Como representante da cultura burguesa, valoriza o estudo de contabilidade e escrituração comercial,numa preparação ais ampla para a vida prática;
  6. recomenda a prendizagem de algum ofício, como jardinagem ou carpintaria, sem que isso signifique valorizar o trabalho manual como tal, mas como necessidade de desenvolver uma atividade qualquer, segundo a perspectiva  da escola ativa;
  7. Os fins da educação concentram-se no caráter, muito mais importante que a formaçao intelectual, embora esta não devesse absolutamente ser descuidada;
  8. Ao contrário de Comênio, Locke não defende a universalização da educação. Para ele, a formaçao dos que irão governar e a daqueles que serão governados deviam ser diferentes configurando-se assim o caráter elitista  da sua pedagogia. 


FÉNELON: A EDUCAÇÃO FEMININA

Fénelon (1651-1715)
Viveu na corte francesa e observou com atenção a superficialidade e frivolidade  das mulheres, geralmente muito dadas a mexericos  e ações tolas. A maioria era semialfabeta, e algumas, precariamente  instruídas, tinham a intolerável afetação que resulta da cultura mal digerida. Para Fénelon, esses defeitos advinham da falsa educação, daí seu empenho em estabelecer  novas diretrizes  na educação da mulher:
  1. recomenda uma educação alegre, com base mais no prazer do que no esforço, para que as moças adquirissem  instrução geral: gramática, poesia, história e leitura selecionada de obras clássicas  e religiosas;
  2. A formação intelectual da mulher no entanto, não era absolutamente prioritária, por isso alguns cuidados precisavam ser tomados. Só as moças  de tendências excepcionais  seriam encorajadas  a continuar os estudos, enquanto às demais reservava-se a educação religiosa  e moral, que enriquecia a vida doméstica  de mães e esposas.

COMÊNIO: "ENSINAR TUDO A TODOS"

João Amós  Comênio ( 1592-1670.
É considerado o maior pedagogo  do século XVII, conhecido com justiça  como o Pai da Didática Moderna, produziu uma obra fecunda e sistemática , cujo principal livro é Didática Magna.
Nessa obra, Comênio  trata de Como se deve ensinar  e aprender com segurança, para que seja impossível não obter bons resultados e Bases para rapidez do ensino, com autonomia de tempo e fadiga.
  1. Comênio pretendia tornar a aprendizagem eficaz e atraente mediante cuidadosa organização de tarefas;
  2. O ponto de partida da aprendizagem é sempre o conhecido, indo do simples para o complexo, do concreto para o abstrato;
  3. O ensino deve ser feito pela ação e estar voltado para a ação;
  4. Deve-se ensinar tudo a todos, para atingie o ideal da pansofia ( do grego pan, "tudo", e sophia, "sabedoria", ou seja, a sabedoria universal;
  5. Aspirava o ensino democrático, ao qual todos teriam acesso, homens ou mulheres, ricos ou pobres, inteligentes ou inepto.