domingo, 8 de abril de 2012

JEAN JACQUES ROUSSEAU - SÉCULO XVIII

   O filósofo Jean-Jacques nasceu em Genebra, na Suíça, abandonou sua terra natal aos 16 anos. Levou uma vida conturbada andando por diversos lugares, ora por espírito de aventura, ora devido a perseguições religiosas. Em Paris, onde passou a residir, conviveu com os enciclopedistas, tornando-se muito amigo de Diderot.
   Dentre suas principais obras destacam-se: Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Contrato Social, ambos sobre política, e Emílio ou da educação (1762).
   Rousseau produziu  uma teoria da educação que não ficou restrita apenas ao século XVIII: seu pensamento constituiu um marco na pedagogia contemporânea.
   Tal como Locke, Rousseau criticou o absolutismo e elaborou os fundamentos da doutrina liberal. Seu pensamento pedagógico não se separa de sua concepção política, que é mais democrática do que a teoria da maior parte dos pensadores do século XVIII. Para ele, o indivíduo em estado de natureza é bom, mas se corrompe na sociedade, que destrói sua liberdade. "O homem nasce livre e, por toda parte encontra-se a ferros". Considera então a possibilidade de um contrato social verdadeiro e legítimo, que reúna o povo numa só vontade, resultante do consentimento  de todas as pessoas.
   Até então, os fins da educação encontravam-se na formação do indivíduo para Deus ou para a vida em sociedade, mas Rousseau quer que o ser humano integral seja educado para si mesmo: "Viver é o que desejo ensinar-lhe. Quado sair das minhas mãos, ele não será magistrado, soldado ou sacerdote, ele será, antes de tudo, um homem".

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